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23/11 – Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-juvenil

O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil é uma data que visa conscientizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença que, devido a falta de informações, do medo e a complexidade do diagnóstico, além do fato de que os sintomas de determinados tipos de tumores não se diferem das doenças que são comuns na infância, muitas crianças e adolescentes acabam chegando aos centros de tratamento com a doença já em estágio avançado.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), atualmente no Brasil o câncer infanto-juvenil é considerado a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes com idades entre 1 a 17 anos, sendo as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático) os tumores mais frequentes.

Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, estima-se que cerca de 80% dos pacientes alcançam a cura e desfrutam de uma boa qualidade de vida após o tratamento. Por isso, identificar sinais e sintomas podem ser de grande diferença entre um tratamento bem-sucedido e complicações mais graves. Campanhas educativas ajudam a informar pais, cuidadores e profissionais de saúde sobre os indicadores que requerem atenção.

QUAIS SÃO SO PRINCIPAIS SINTOMAS?

• Febre baixa sem causa aparente que dura mais de 8 dias;
• Hematomas ou sangramentos pelo nariz ou gengivas;
• Dor pelo corpo, ou nos ossos, que leva a criança a se recusar a brincar e que a faz ficar deitada grande parte do tempo;
• Ínguas que geralmente são maiores que 3 cm, duras, de crescimento lento e indolores;
• Vômito e dor de cabeça por mais de duas semanas, principalmente pela manhã, acompanha de algum sinal neurológico como alteração da marcha ou da visão;
• Aumento do abdômen acompanhado ou não de dor abdominal, vômitos, prisão de ventre ou diarreia;
• Aumento do volume dos dois olhos ou de um só;
• Sinais de puberdade precoce, como aparecimento de pelos pubianos ou aumento dos órgãos genitais antes da puberdade;
• Aumento da cabeça, quando a fontanela (moleira) ainda não estiver fechada, especialmente em bebês com menos de 18 meses;
• Sangue na urina.

COMO É FEITO O DIGNÓSTICO?

Após indícios clínicos, o pediatra poderá solicitar alguns exames para confirmação do diganóstico:
• Exames de sangue, como: PCR, leucócitos, marcadores tumorais, TGO, TGP e hemoglobina;
• Tomografia computadorizada ou ultrassom: são exames de imagem que permitem confirmar a presença de um tumor, assim como o seu grau de desenvolvimento;
• Biópsia: é feita através da coleta de um pouco de tecido do órgão que se suspeita que foi afetado, que depois será analisado no laboratório para perceber se existem células cancerígenas.

EXISTE TRATAMENTO?

Para o tratamento, são utilizadas técnicas aplicadas isoladamente ou em conjunto:
• Radioterapia: é feita através da aplicação de radiação, semelhante à utilizada no raio X, para matar as células cancerígenas;
• Quimioterapia: são dados remédios muito fortes sob a forma de comprimidos ou injeções, que eliminam células de multiplicação rápida, como o câncer;
• Cirurgia: é feita para remover o tumor ou o máximo de tecido afetados. A cirurgia pode ser feita antes ou depois de outro tratamento, de forma a aumentar as chances de sucesso;
• Imunoterapia: são administrados medicamentos específicos contra o tipo de câncer que a criança possui.

É preciso estar atento no surgimento de um ou mais sintomas persistentes, procure sempre um pediatra para avaliação clínica.

O diretor executivo da Associação Tiradentes dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Rondônia – ASTIR, Subtenente da PM Francisco Reginaldo da Silva, disse ser crucial o apoio contínuo a pacientes e familiares durante o tratamento da doença.

Essa é uma data de extrema importância para a sociedade, que visa nos sensibilizarmos para os desafios enfrentados por crianças e adolescentes que lidam com essa doença devastadora. A conscientização sobre o câncer infanto-juvenil desempenha um papel crucial na detecção, tratamento eficaz e no apoio contínuo a pacientes, familiares e pesquisas médicas” destacou o diretor.

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